Hoje comprei um caderno de capa amarela e lápis, e vim até a biblioteca, porque também não tinha outra coisa para fazer, aliás, até tinha, mas decidi ficar nesse lugar imagético, pois fiz o curso de Biblioteconomia, onde esse espaço era a realidade do trabalho, mas hoje sonho com a oportunidade em entrar na área do Teatro, ou do Cinema.
Terminei o livro O Clube do Filme (2009) do David GIlmour. Este livro me despertou à vontade de ver e fazer filmes, me vi filmando-os em cada descrição, e até me imaginei escrevendo roteiros, construindo arte, ou pelo menos imitando gente que fez tão bem, mas pelo menos, estando nesse espaço que enche de significação meus pensamentos, poderia também completar a minha vida e quem sabe até ganhar dinheiro com isso.
Voltar para casa, em algum momento foi extremamente difícil, aliás, desde que sai nunca mais pensei nisso como possibilidade. Mas agora esse sonho nem parece tão ruim, e também já se tornou realidade em minha vida. Nesses últimos tempos tenho visto minha vida como um filme dramático - em minha saga pela sobrevivência agora que passei de vez para a fase adulta.
Dessa maneira, decidi escrever, quem sabe um futuro livro num caderno de capa amarela. Ainda não tem nome, nem pessoas.... falei apenas sobre sentimentos, impressões. Porque por vezes, me vejo em contemplação de um tempo que já passou, como uma proustiana.
A noite de ontem foi como um pesadelo em dois aspectos: circustânciais, pois me encontro novamente na rua, apostando em coisas que talvez não consiga cumprir; e inconscientes pois tive um sonho relacionado a sexo, aliás tenho sonhado todos os dias com isso. Será também porque não tenho praticado, e se tenho é apenas ato mecanizado, como acordar e lavar os olhos, por exemplo. Eu consegui ser a espectadora de minhas atitudes dentro do sonho. Contemplando a mim mesma, pude ver minha reação infantil e vitimizada de algo que ajudei a provocar.
Assim, quero também ser a espectadora de histórias melhores, pelo menos as inventarei em meu famoso caderno.
Abraços
Daniela Rueda
Terminei o livro O Clube do Filme (2009) do David GIlmour. Este livro me despertou à vontade de ver e fazer filmes, me vi filmando-os em cada descrição, e até me imaginei escrevendo roteiros, construindo arte, ou pelo menos imitando gente que fez tão bem, mas pelo menos, estando nesse espaço que enche de significação meus pensamentos, poderia também completar a minha vida e quem sabe até ganhar dinheiro com isso.
Voltar para casa, em algum momento foi extremamente difícil, aliás, desde que sai nunca mais pensei nisso como possibilidade. Mas agora esse sonho nem parece tão ruim, e também já se tornou realidade em minha vida. Nesses últimos tempos tenho visto minha vida como um filme dramático - em minha saga pela sobrevivência agora que passei de vez para a fase adulta.
Dessa maneira, decidi escrever, quem sabe um futuro livro num caderno de capa amarela. Ainda não tem nome, nem pessoas.... falei apenas sobre sentimentos, impressões. Porque por vezes, me vejo em contemplação de um tempo que já passou, como uma proustiana.
A noite de ontem foi como um pesadelo em dois aspectos: circustânciais, pois me encontro novamente na rua, apostando em coisas que talvez não consiga cumprir; e inconscientes pois tive um sonho relacionado a sexo, aliás tenho sonhado todos os dias com isso. Será também porque não tenho praticado, e se tenho é apenas ato mecanizado, como acordar e lavar os olhos, por exemplo. Eu consegui ser a espectadora de minhas atitudes dentro do sonho. Contemplando a mim mesma, pude ver minha reação infantil e vitimizada de algo que ajudei a provocar.
Assim, quero também ser a espectadora de histórias melhores, pelo menos as inventarei em meu famoso caderno.
Abraços
Daniela Rueda