segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cinema de meus olhos

Hoje comprei um caderno de capa amarela e lápis, e vim até a biblioteca, porque também não tinha outra coisa para fazer, aliás, até tinha, mas decidi ficar nesse lugar imagético, pois fiz o curso de Biblioteconomia, onde esse espaço era a realidade do trabalho, mas hoje sonho com a oportunidade em entrar na área do Teatro, ou do Cinema.
Terminei o livro O Clube do Filme (2009) do David GIlmour.
Este livro me despertou à vontade de ver e fazer filmes, me vi filmando-os em cada descrição, e até me imaginei escrevendo roteiros, construindo arte, ou pelo menos imitando gente que fez tão bem, mas pelo menos, estando nesse espaço que enche de significação meus pensamentos, poderia também completar a minha vida e quem sabe até ganhar dinheiro com isso.
Voltar para casa, em algum momento foi extremamente difícil, aliás, desde que sai nunca mais pensei nisso como possibilidade. Mas agora esse sonho nem parece tão ruim, e também já se tornou realidade em minha vida. Nesses últimos tempos tenho visto minha vida como um filme dramático - em minha saga pela sobrevivência agora que passei de vez para a fase adulta.
Dessa maneira, decidi escrever, quem sabe um futuro livro num caderno de capa amarela. Ainda não tem nome, nem pessoas.... falei apenas sobre sentimentos, impressões. Porque por vezes, me vejo em contemplação de um tempo que já passou, como uma proustiana.
A noite de ontem foi como um pesadelo em dois aspectos: circustânciais, pois me encontro novamente na rua, apostando em coisas que talvez não consiga cumprir; e inconscientes pois tive um sonho relacionado a sexo, aliás tenho sonhado todos os dias com isso. Será também porque não tenho praticado, e se tenho é apenas ato mecanizado, como acordar e lavar os olhos, por exemplo. Eu consegui ser a espectadora de minhas atitudes dentro do sonho. Contemplando a mim mesma, pude ver minha reação infantil e vitimizada de algo que ajudei a provocar.
Assim, quero também ser a espectadora de histórias melhores, pelo menos as inventarei em meu famoso caderno.

Abraços
Daniela Rueda

domingo, 14 de junho de 2009

Tudo novo, de novo!

Boa tarde a todos!
Hoje estou em São Carlos, pois resolvi passar o feriado na cidade, já que eu havia morado durante cinco anos aqui, e depois que fui embora nunca mais voltei. Mas também, essa foi a primeira vez que senti saudades das coisas vividas, pessoas, momentos. Foi um feriado bom, um dia dos namorados cercada de solteiros.... Reencontrei algumas pessoas queridas, e também fui visitar o Centro Cultural Janela Aberta, onde tenho alguns amigos que estão apostando no espaço, pensando na economia solidária como uma proposta para se realizar trabalho e fazer cultura.
Nessas minhas andanças, analisando o passado, mas agora num contexto pessoal bem diferente, escrevi um poeminha que gostaria de dividir com vocês.
Um grande abraço
Daniela Rueda

De volta para o Futuro

Regresso ao passado
Com olhares futurísticos
Sou o narrador de tantas histórias,
[por vezes legais, outras nem tanto]

Era como ser a Alice,
Com o olhar de bondade, ou seria inocência?

O mito permanece no local
Mas apenas nos círculos viciosos
De quem se diz pós-moderno

Hoje vou atrás do que é necessário
Poesia é papo furado!
Sendo minha, é quase uma piada

Me olhei no espelho da verdade
E ele me disse: sua trajetória é longa
Mas o tempo não para, apenas passa, passa....

Vou em busca de um presente vivo,
Com lindas flores em meu caminho, e
Quem sabe,uma outra história comece.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Queremos voar ou ficar presos?

Bom dia, hoje já pensei mil coisas..... Recebi um conselho de uma amiga a escrever um projeto de Ponto de Cultura. Nossa, me sinto confusa, as vezes estúpida! Ter a oportunidade, a ainda assim ter medo. O novo, o velho.... esse é o contraste da poesia que escrevi. Quando arriscamos surge o novo, e com o tempo se torna velho. É melhor arriscar, isto é, se despreender ou estar atado? O que é mais cômodo?
Um abraço
Daniela Rueda

Dúvida

Da prisão, o espanto
Sai o encanto de um pássaro
Atado nas correntes da mente e acostumado a gaiola

Da gaiola sai o grito
De um pássaro com vontade
Viver a realidade.... por detrás das grades

Das grades, o ferro fosco e grosso
Prende o corpo mas liberta da responsabilidade
Será isso verdade?

Da prisão nasce a antítese:
é melhor viver preso ou ser livre?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Boa noite, escrevi esse poema para um grande amigo meu. Compartilho este pedacinho com todos vocês. Um grande abraço.
Daniela Rueda
Vermelho-Fosco

O contraste da imagem
Na foto revelando sua face
É o vermelho-fosco que nos torna humanos
Expondo a vida correndo por nossos corpos

Assim, nada que é humano pode ser indiferente
Tudo revela o ser que imaginamos ser
É como rever na flor vermelha do jardim
Pequena e frágil, podendo ser pisada, esfacelada....
Ainda sim, abusa na exposição [respiração...]
Para mostrar que vive

Na imagem paralisada, imobilizada, petrificada
Ou será apenas registrada?
Momento único, eternizado...
Que ainda vive no pensamento...
[A imagem vermelho-fosco]