quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Será que a guerra justifica a paz?

Bom dia, ao abrir a internet, me deparei com essa reportagem sobre o Presidente Obama, que recebeu o Prêmio Novel da Paz. Eu fico me perguntando: será que para termos paz teremos que justificá-la com a guerra?
A morte não pode ser justificada como um atributo para a paz. Temos que construir o respeito a diferenças.
Espero que leiam, e reflitam.
abraços

Daniela Rueda

Ao receber o Nobel da Paz, Obama justifica a guerra como instrumento para manter a paz

Do UOL Notícias*
Em São Paulo
O presidente Barack Obama disse que a guerra às vezes é necessária e justificável ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em cerimônia no auditório municipal de Oslo, Noruega, nesta quinta-feira (10). Obama afirmou que "os instrumentos da guerra têm um papel a desempenhar para manter a paz".

O presidente reconheceu que muitas pessoas acreditam que ele não fez muito para merecer o prêmio. Também destacou que ele recentemente ordenou o envio de 30.000 soldados dos EUA para combater no Afeganistão. Mas Obama, em seu discurso, disse que as pessoas devem aceitar "uma dura verdade" de que a violência não pode ser erradicada e as nações às vezes devem financiar a guerra para proteger seus cidadãos de maus regimes e grupos terroristas.

O Nobel da Paz também lamentou o elevado custo humano dos conflitos humanos. "EUA não devem comprometer seus ideais e devem cumprir com as regras da guerra ao combater seus inimigos", acrescentou.

Obama disse que o movimento de não-volência não poderia derrotar os exércitos de Hitler e negociações não podem persuadir os líderes da Al Qaeda a se desarmarem. O presidente dos EUA acrescentou que a aceitação disso não é um chamado ao cinismo, mas o reconhecimento das imperfeições humanas.

O presidente norte-americano lembrou outros que receberam o Nobel da Paz, como Nelson Mandela e Martin Luther King. Mas disse que a questão mais profunda é que ele (Obama) é o comandante em chefe da nação que está imersa em duas guerras. "E uma dessas guerras está aumentando e sou responsável pelo deslocamento de milhares de americanos, sendo que alguns serão mortos", disse.

Durante a cerimônia, o presidente voltou a lembra que ele talvez não fosse o mais qualificado para receber o prêmio. Obama disse que recebe o prêmio "com profunda gratidão e uma grande humildade", ao se referir às críticas dos que consideram que o prêmio é prematuro, já que ele está há apenas 11 meses na Casa Branca.

"Mais qualificados" que Obama

Obama afirmou nesta quinta-feira (10), antes da cerimônia no auditório municipal de Oslo, que outros candidatos poderiam ser "mais qualificados" do que ele para o Prêmio Nobel da Paz.

Em uma breve entrevista coletiva junto com o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, Obama se referiu, assim, às críticas de muitos que consideram a concessão do prêmio prematura, já que o presidente americano está há apenas 11 meses no cargo.

"Não resta dúvida de que há outros candidatos que poderiam estar mais qualificados do que eu", disse o presidente americano, acrescentando que seu objetivo não é "ganhar um concurso de popularidade", mas promover os interesses de seu país.

Obama disse que a concessão do prêmio lhe serve de estímulo para continuar seu trabalho em assuntos que são importantes para os EUA e para tentar conseguir uma paz e segurança duradouras no mundo.

Se for bem-sucedido, ressaltou, todas as críticas que está recebendo agora pela concessão do prêmio serão caladas.

Neste sentido, citou entre suas prioridades a luta contra a proliferação nuclear e a mudança climática, e a estabilização do Afeganistão.

Obama, que na semana passada ordenou o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão, ressaltou que "não há nada ambíguo" na data que fixada para começar a saída das tropas americanas desse país, em julho de 2011.

Nos últimos dias, funcionários de sua Administração tinham destacado que essa data representa apenas o começo de um processo de transição, não o momento em que as tropas dos EUA sairão maciçamente do país asiático.

O primeiro-ministro norueguês disse que a concessão do Nobel a Obama é "merecida e importante".

"Não posso pensar em outra pessoa que tenha feito mais pela paz ao longo deste ano que se passou", disse Stoltenberg.

A chegada do presidente a Oslo ocorreu em meio a fortes medidas de segurança, na operação de maiores dimensões já desenvolvida na Noruega e que teve custo de quase 92 milhões de coroas (US$ 16 milhões). Cerca de 2,5 mil policiais estão mobilizados e foram colocadas barreiras ao longo das principais avenidas da cidade.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Refletindo sobre a Paixão

Boa tarde a todos que acompanham meu blog (eu e mais umas duas ou três pessoas). Peço desculpas por não ter escrito mais, afinal tantas coisas aconteceram em tão pouco tempo (engraçado, que eu sempre digo isso.....)
Hoje gostaria de fazer uma reflexão acerca do tema "paixão", pois que desde os tempos mais remotos da humanidade, seja homem ou mulher, heteros, gays, bis e afins, não importando a diferença de gênero, raça, cor, etnia, ou qualquer coisa que seja, ainda assim somos capazes de nos apaixonar.
Li um livro super interessante sobre filosofia chamado Cinefilô: as mais belas histórias da filosofia no cinema (Olivier Pourriol). Dentro do livro, o autor destaca dois filósofos: Espinoza e Renné Descartes. Gostaria de comentar um pouco sobre o Espinoza, esse autor que me surpreendeu. Ele escreveu um livro chamado Ética, que o autor (Olivier Porrioul) genialmente conseguiu transportar para o cinema, fazendo minha compreensão acerca do assunto.
A paixão, é vista, como qualquer coisa que afete o ser humano - do externo para o interno. Isto é, se sofro de ciúmes (um tipo de paixão), ela é causada pelo amor demasiado sentido pelo outro, ocasionando a insegurança.
Bem, entendendo isso, sofrer por paixão, de alguma maneira nos causa sofrimento, desolação, insegurança... Sabendo de tudo isso, o filósofo então propõe que façamos as coisas moderamente, que controlemos nossas "paixões", e então, teremos uma vida mais ativa. Isto é, para o Espinoza, ser cada vez mais ativo é o que nos torna melhores.
O livro, no caso, vai citar um exemplo através do filme Beleza Americana - 1999, explicando a trajetória do personagem Lester, vivido por Kevin Spacey. Casado e com uma filha, ele então vive uma vida acomodada, de aparências, em crise com a esposa e infeliz no trabalho, não tendo uma reação para nada. Eis que então, ele conhece a amiga de sua filha. A câmera, quando o personagem olha para ela, dá a impressão que ele não exerga mais ninguém, apenas a menina a quem ele começa a fantasiar algumas coisas. Ele entra num processo de desejo, e por saber que a menina o acha velho, ele então pede demissão do emprego, passa a fazer musculação e a fazer uma série de atividades por conta disso. Espinoza diria que ele usou bem da paixão que sentiu, pois ele se tornou mais ativo, e mesmo o filme tendo um final trágico com a morte do personagem, ainda assim, ele viveu algo pleno e feliz.
Não sei, pensar isso tudo tem me feito pensar sobre a questão de como minha vida tem caminhado ultimamente. Apesar de me envolver fisicamente, emocionalmente tenho tido uma grande estabilidade, o que por um lado me deixa mais segura, isto é, até ontem era assim. Mas, de repente, entra uma pessoa em minha vida, e a bagunça tudo ....
Não sei o que será, estou tentando ficar tranquila e viver um momento de cada vez, mas sabemos de uma coisa que pode nos impulsionar: a certeza de fazermos de nossas paixões um passo para crescermos.

Um super abraço a todos

Daniela Rueda