Estou escutando um CD bem interessante chamado "Anima Especiarias". As músicas são bem exóticas, misturando instrumentos musicais, como a viola, a rabeca, flauta doce, berimbau, etc.
Mas mudando de assunto completamente, só fiz isso para ambientalizar o lugar e momento geral que estou vivendo. No fundo, acho que não estou conseguindo me reconhecer no meio de tanta bagunça. Ainda não deixei a casa de minha irmã, mas hoje dei o primeiro passo - fui procurar apartamentos. Foi bem interessante, e eu espero que isso dê certo, para enfim ter o meu lar.
Outra bagunça em minha vida é de ordem amorosa. O meu amor-acaso, que veio de um nada, uma rua qualquer se foi.... Me trocou pelo mundo! Posso dizer que nunca vivi uma situação como essa, pois foi a primeira vez que me senti apaixonada, e pude corresponder a alguém. Era o amor correndo pelas minhas veias, e eu o respirava... e era feliz. O fim está fazendo com que eu reflita os meus valores, quem realmente sou e como estou agindo. Mesmo assim, tenho vivido dias nublados, apesar do calor e sol na cidade de Campinas. Não sinto fome, nem vontade para sair... sinto uma tristeza muito grande.
Mas é preciso viver, e não posso reclamar da vida, pois nem tudo anda bem, mas poderia estar bem pior. Além do mais, estou vivendo, e isso é o que importa. O que levo de mais lindo foram os momentos que passamos juntos, e mesmo que tenha durado pouco, foram inesquecíveis para mim. Eu espero poder viver sempre assim: momentos inesquecíveis com pessoas incomparáveis e especiais. Para terminar, deixo uma música triste. Mas no fundo a esperança da melhora e vitória na certa. Fiquemos em paz!
Rio que perde o chão é catarata
Barco ao mar o chão é um vagar sem fim
Aportar sem que haja porto...
Eu sei que meu lugar nunca é aqui...
Então vou sem que saiba pra onde
Estou sempre longe
Preciso ainda seguir...
Leve-me com você
Por direção qualquer
Sem que não vai haver a rota exata...
Deixe correr em vão
Sem fundo esta paixão
Rio que perde o chão é catarata...
Sem lugar sou um estrangeiro em mim
Repousar sem que haja pouso
Essa cidade se desfaz...
Se refaz sem fim...
Mesmo assim não me encontro nela
Me escondo nela
Não sei mais de onde vim
Perambulo sem precisão
Transeunte comum
Não me acho na multidão
Sou igual qualquer um...
Leve me com você
Por direção qualquer
Sem que não vai haver a rota exata...