segunda-feira, 25 de maio de 2009

Depressão

Boa tarde a todos, eu venho hoje escrever sobre um assunto muito sério. Por vezes, por ignorância própria, eu tratei alguns amigos com certa crueldade, não conseguindo entender o porque de tanta indisposição e tristeza. Mas ontem, foi a minha vez de constatar que eu também sofro do mesmo mal.
É muito estranho, mas eu me sinto sempre beirando os extremos. Se estou feliz, é muita felicidade, agradecimento as dificuldades que me ajudam a evoluir, busco entender as coisas que se passam, faço planos de estudar, procurar trabalho. Nestes dias não tenho problemas com os comentários de minha família, ou de qualquer pessoa.
Mas, quando fico triste, começo a achar que eu sou o problema do mundo, não tenho disposição para fazer nada, sinto uma tristeza muito grande, misturada com um vazio enorme. Nestes dias, qualquer comentário me deixa muito abalada, e eu não tenho nem argumentação. No geral, sou uma pessoa que guardo muito para mim o que os outros falam.
Fazendo essa constatação, hoje tentei passar no médico mas foi em vão pois a prefeitura de Campinas está de greve. Dei uma bisbilhotada em alguns sites, buscando melhor sobre o assunto. Um abraço e até breve

Daniela Rueda

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Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste".
Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:
  • Perda de energia ou interesse
  • Humor deprimido
  • Dificuldade de concentração
  • Alterações do apetite e do sono
  • Lentificação das atividades físicas e mentais
  • Sentimento de pesar ou fracasso

Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

  • Pessimismo
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
  • Irritabilidade ou impaciência
  • Inquietação
  • Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
  • Chorar à-toa
  • Dificuldade para chorar
  • Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
  • Dificuldade de terminar as coisas que começou
  • Sentimento de pena de si mesmo
  • Persistência de pensamentos negativos
  • Queixas freqüentes
  • Sentimentos de culpa injustificáveis
  • Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

  • REFERÊNCIA

    http://www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao.htm


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