O título parece infantil, mas o universo adulto é muitas vezes infantilizado. Vivemos com nossos EGOS, ainda não conseguimos superar a nossa pobreza interior para viver em paz. Este é um poema carregado de muitas angústias, mas também de retorno a si próprio.
Raposinha
E vou me conhecendo neste ciclo de querer e esquecer
Me pego pensando em seu olhar
E o que enxerga através deles...
E o que enxerga através deles...
Amor, não sei...
O ego está aqui tentando te manter
Porque me sinto insegura pela sua fluidez
Porque me sinto insegura pela sua fluidez
O seu fogo-ar não dá vazão ao meu terra-fogo
Percebo que existe um mundo interior,
Meu profundo ser quer ser acolhido.
Por que eu dependo disso?
O que me faz ter tanto medo?
Vai pássaro voar com seus passarinhos.
Mas, o que me causa tanto sofrimento?
Perceber que és um espelho para a vida que tanto usufrui
... de tantos corpos e amores fugazes
Sempre me lembro da primeira vez em que conversamos...
E de suas mãos transpassando a minha quando nos tocamos
Mas o último olhar... esse eu não vou esquecer jamais
Senti meu coração quente... senti meu corpo queimar
... minha terra por ti ardeu em chamas
Ter paz é estar feliz
Sentir alegria de ser o que é e estar bem consigo próprio
Por que sinto essa falta?
Pai por que me abandonaste?
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