quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Refletindo sobre a Paixão

Boa tarde a todos que acompanham meu blog (eu e mais umas duas ou três pessoas). Peço desculpas por não ter escrito mais, afinal tantas coisas aconteceram em tão pouco tempo (engraçado, que eu sempre digo isso.....)
Hoje gostaria de fazer uma reflexão acerca do tema "paixão", pois que desde os tempos mais remotos da humanidade, seja homem ou mulher, heteros, gays, bis e afins, não importando a diferença de gênero, raça, cor, etnia, ou qualquer coisa que seja, ainda assim somos capazes de nos apaixonar.
Li um livro super interessante sobre filosofia chamado Cinefilô: as mais belas histórias da filosofia no cinema (Olivier Pourriol). Dentro do livro, o autor destaca dois filósofos: Espinoza e Renné Descartes. Gostaria de comentar um pouco sobre o Espinoza, esse autor que me surpreendeu. Ele escreveu um livro chamado Ética, que o autor (Olivier Porrioul) genialmente conseguiu transportar para o cinema, fazendo minha compreensão acerca do assunto.
A paixão, é vista, como qualquer coisa que afete o ser humano - do externo para o interno. Isto é, se sofro de ciúmes (um tipo de paixão), ela é causada pelo amor demasiado sentido pelo outro, ocasionando a insegurança.
Bem, entendendo isso, sofrer por paixão, de alguma maneira nos causa sofrimento, desolação, insegurança... Sabendo de tudo isso, o filósofo então propõe que façamos as coisas moderamente, que controlemos nossas "paixões", e então, teremos uma vida mais ativa. Isto é, para o Espinoza, ser cada vez mais ativo é o que nos torna melhores.
O livro, no caso, vai citar um exemplo através do filme Beleza Americana - 1999, explicando a trajetória do personagem Lester, vivido por Kevin Spacey. Casado e com uma filha, ele então vive uma vida acomodada, de aparências, em crise com a esposa e infeliz no trabalho, não tendo uma reação para nada. Eis que então, ele conhece a amiga de sua filha. A câmera, quando o personagem olha para ela, dá a impressão que ele não exerga mais ninguém, apenas a menina a quem ele começa a fantasiar algumas coisas. Ele entra num processo de desejo, e por saber que a menina o acha velho, ele então pede demissão do emprego, passa a fazer musculação e a fazer uma série de atividades por conta disso. Espinoza diria que ele usou bem da paixão que sentiu, pois ele se tornou mais ativo, e mesmo o filme tendo um final trágico com a morte do personagem, ainda assim, ele viveu algo pleno e feliz.
Não sei, pensar isso tudo tem me feito pensar sobre a questão de como minha vida tem caminhado ultimamente. Apesar de me envolver fisicamente, emocionalmente tenho tido uma grande estabilidade, o que por um lado me deixa mais segura, isto é, até ontem era assim. Mas, de repente, entra uma pessoa em minha vida, e a bagunça tudo ....
Não sei o que será, estou tentando ficar tranquila e viver um momento de cada vez, mas sabemos de uma coisa que pode nos impulsionar: a certeza de fazermos de nossas paixões um passo para crescermos.

Um super abraço a todos

Daniela Rueda

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