Bom dia, ao abrir a internet, me deparei com essa reportagem sobre o Presidente Obama, que recebeu o Prêmio Novel da Paz. Eu fico me perguntando: será que para termos paz teremos que justificá-la com a guerra?
A morte não pode ser justificada como um atributo para a paz. Temos que construir o respeito a diferenças.
Espero que leiam, e reflitam.
abraços
Daniela Rueda
Ao receber o Nobel da Paz, Obama justifica a guerra como instrumento para manter a paz
A morte não pode ser justificada como um atributo para a paz. Temos que construir o respeito a diferenças.
Espero que leiam, e reflitam.
abraços
Daniela Rueda
Ao receber o Nobel da Paz, Obama justifica a guerra como instrumento para manter a paz
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
O presidente Barack Obama disse que a guerra às vezes é necessária e justificável ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em cerimônia no auditório municipal de Oslo, Noruega, nesta quinta-feira (10). Obama afirmou que "os instrumentos da guerra têm um papel a desempenhar para manter a paz".
O presidente reconheceu que muitas pessoas acreditam que ele não fez muito para merecer o prêmio. Também destacou que ele recentemente ordenou o envio de 30.000 soldados dos EUA para combater no Afeganistão. Mas Obama, em seu discurso, disse que as pessoas devem aceitar "uma dura verdade" de que a violência não pode ser erradicada e as nações às vezes devem financiar a guerra para proteger seus cidadãos de maus regimes e grupos terroristas.
O Nobel da Paz também lamentou o elevado custo humano dos conflitos humanos. "EUA não devem comprometer seus ideais e devem cumprir com as regras da guerra ao combater seus inimigos", acrescentou.
Obama disse que o movimento de não-volência não poderia derrotar os exércitos de Hitler e negociações não podem persuadir os líderes da Al Qaeda a se desarmarem. O presidente dos EUA acrescentou que a aceitação disso não é um chamado ao cinismo, mas o reconhecimento das imperfeições humanas.
O presidente norte-americano lembrou outros que receberam o Nobel da Paz, como Nelson Mandela e Martin Luther King. Mas disse que a questão mais profunda é que ele (Obama) é o comandante em chefe da nação que está imersa em duas guerras. "E uma dessas guerras está aumentando e sou responsável pelo deslocamento de milhares de americanos, sendo que alguns serão mortos", disse.
Durante a cerimônia, o presidente voltou a lembra que ele talvez não fosse o mais qualificado para receber o prêmio. Obama disse que recebe o prêmio "com profunda gratidão e uma grande humildade", ao se referir às críticas dos que consideram que o prêmio é prematuro, já que ele está há apenas 11 meses na Casa Branca.
"Mais qualificados" que Obama
Obama afirmou nesta quinta-feira (10), antes da cerimônia no auditório municipal de Oslo, que outros candidatos poderiam ser "mais qualificados" do que ele para o Prêmio Nobel da Paz.
Em uma breve entrevista coletiva junto com o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, Obama se referiu, assim, às críticas de muitos que consideram a concessão do prêmio prematura, já que o presidente americano está há apenas 11 meses no cargo.
"Não resta dúvida de que há outros candidatos que poderiam estar mais qualificados do que eu", disse o presidente americano, acrescentando que seu objetivo não é "ganhar um concurso de popularidade", mas promover os interesses de seu país.
Obama disse que a concessão do prêmio lhe serve de estímulo para continuar seu trabalho em assuntos que são importantes para os EUA e para tentar conseguir uma paz e segurança duradouras no mundo.
Se for bem-sucedido, ressaltou, todas as críticas que está recebendo agora pela concessão do prêmio serão caladas.
Neste sentido, citou entre suas prioridades a luta contra a proliferação nuclear e a mudança climática, e a estabilização do Afeganistão.
Obama, que na semana passada ordenou o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão, ressaltou que "não há nada ambíguo" na data que fixada para começar a saída das tropas americanas desse país, em julho de 2011.
Nos últimos dias, funcionários de sua Administração tinham destacado que essa data representa apenas o começo de um processo de transição, não o momento em que as tropas dos EUA sairão maciçamente do país asiático.
O primeiro-ministro norueguês disse que a concessão do Nobel a Obama é "merecida e importante".
"Não posso pensar em outra pessoa que tenha feito mais pela paz ao longo deste ano que se passou", disse Stoltenberg.
A chegada do presidente a Oslo ocorreu em meio a fortes medidas de segurança, na operação de maiores dimensões já desenvolvida na Noruega e que teve custo de quase 92 milhões de coroas (US$ 16 milhões). Cerca de 2,5 mil policiais estão mobilizados e foram colocadas barreiras ao longo das principais avenidas da cidade.
O presidente reconheceu que muitas pessoas acreditam que ele não fez muito para merecer o prêmio. Também destacou que ele recentemente ordenou o envio de 30.000 soldados dos EUA para combater no Afeganistão. Mas Obama, em seu discurso, disse que as pessoas devem aceitar "uma dura verdade" de que a violência não pode ser erradicada e as nações às vezes devem financiar a guerra para proteger seus cidadãos de maus regimes e grupos terroristas.
O Nobel da Paz também lamentou o elevado custo humano dos conflitos humanos. "EUA não devem comprometer seus ideais e devem cumprir com as regras da guerra ao combater seus inimigos", acrescentou.
Obama disse que o movimento de não-volência não poderia derrotar os exércitos de Hitler e negociações não podem persuadir os líderes da Al Qaeda a se desarmarem. O presidente dos EUA acrescentou que a aceitação disso não é um chamado ao cinismo, mas o reconhecimento das imperfeições humanas.
O presidente norte-americano lembrou outros que receberam o Nobel da Paz, como Nelson Mandela e Martin Luther King. Mas disse que a questão mais profunda é que ele (Obama) é o comandante em chefe da nação que está imersa em duas guerras. "E uma dessas guerras está aumentando e sou responsável pelo deslocamento de milhares de americanos, sendo que alguns serão mortos", disse.
Durante a cerimônia, o presidente voltou a lembra que ele talvez não fosse o mais qualificado para receber o prêmio. Obama disse que recebe o prêmio "com profunda gratidão e uma grande humildade", ao se referir às críticas dos que consideram que o prêmio é prematuro, já que ele está há apenas 11 meses na Casa Branca.
"Mais qualificados" que Obama
Obama afirmou nesta quinta-feira (10), antes da cerimônia no auditório municipal de Oslo, que outros candidatos poderiam ser "mais qualificados" do que ele para o Prêmio Nobel da Paz.
Em uma breve entrevista coletiva junto com o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, Obama se referiu, assim, às críticas de muitos que consideram a concessão do prêmio prematura, já que o presidente americano está há apenas 11 meses no cargo.
"Não resta dúvida de que há outros candidatos que poderiam estar mais qualificados do que eu", disse o presidente americano, acrescentando que seu objetivo não é "ganhar um concurso de popularidade", mas promover os interesses de seu país.
Obama disse que a concessão do prêmio lhe serve de estímulo para continuar seu trabalho em assuntos que são importantes para os EUA e para tentar conseguir uma paz e segurança duradouras no mundo.
Se for bem-sucedido, ressaltou, todas as críticas que está recebendo agora pela concessão do prêmio serão caladas.
Neste sentido, citou entre suas prioridades a luta contra a proliferação nuclear e a mudança climática, e a estabilização do Afeganistão.
Obama, que na semana passada ordenou o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão, ressaltou que "não há nada ambíguo" na data que fixada para começar a saída das tropas americanas desse país, em julho de 2011.
Nos últimos dias, funcionários de sua Administração tinham destacado que essa data representa apenas o começo de um processo de transição, não o momento em que as tropas dos EUA sairão maciçamente do país asiático.
O primeiro-ministro norueguês disse que a concessão do Nobel a Obama é "merecida e importante".
"Não posso pensar em outra pessoa que tenha feito mais pela paz ao longo deste ano que se passou", disse Stoltenberg.
A chegada do presidente a Oslo ocorreu em meio a fortes medidas de segurança, na operação de maiores dimensões já desenvolvida na Noruega e que teve custo de quase 92 milhões de coroas (US$ 16 milhões). Cerca de 2,5 mil policiais estão mobilizados e foram colocadas barreiras ao longo das principais avenidas da cidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário