sexta-feira, 25 de julho de 2008

Divagando no nada...

Boa noite, nossa essas duas semanas foram tão corridas...
Bem, fui para Belo Horizonte, num treinamento de uma base de dados que será implantada em meu local de trabalho, chamada Pérgamum. Claro que eu não falarei sobre o sistema, não é o momento de falar sobre esse assunto, e qualquer coisa, se alguém se interessar posso mandar o tutorial. Eu gostaria de falar sobre a minha experiência de ter ido lá...
Aproveitei para me reencontrar e despedir de um amigo que conheci lá em Belém do Pará, que está saindo do Brasil para descobrir novos mundos... se estivéssemos a alguns séculos antes ele iria de caravela para a misteriosa Dublin.
Bem, ele me levou a uns lugares bem interessantes, como bares, bares, bares... também fiz outras atividades, mas hoje me limitarei a falar deles, que aliás proporcionam momentos agradáveis, reflexivos e práticas, através do nosso instinto que fica mais a mostra. Enfim, as conversas de bares são as melhores, porque todo mundo relaxa e deixa a verdade sair.
Nossas conversas tiveram muito o teor do pragmatismo, da questão prática sobre as coisas. E no fundo, fiquei pensando se realmente estou praticando alguma coisa, ou apenas filosofando sobre minhas vãs e velhas filosofias...
Praticar, agir, intervir, cada um sendo sujeito de sua história, ser, no caso eu mesma. As vezes me pego pensando, encanando em coisas tão pequenas e as que possuem realmente importância acabo deixando.
Tem muita gente se utilizando da prática para propor novas formas de sociologia, política... talvez a história sirva para nos mostrar o que caminhamos e como foi realizada essa trajetória, porém ela pode ser um entrave na nossa vida, na nossa participação do mundo e para o mundo.
Essa semana fiquei com uma vontade enorme de sumir do mapa. E eu nem sei explicar... fiquei nessa coisa existencialista de entender se o que faço é útil, se sou realmente feliz.... Essa semana eu quis de tudo: desde ir para as artes, ir para os projetos sociais, ou mesmo desencanar de tudo e virar hippie. Ainda não cheguei a nenhuma conclusão. Aliás, só estou começando a entender que sempre serei incompleta dentro da completude desse mundo. Mas é estranho pensar que nascemos num corpo com infinitas possibilidades, e passaremos a vida fazendo apenas uma coisa! Sempre penso nisso e acho muito triste.....
Muito se fala sobre planejar, estratégias... livros e mais livros relatam a importância de nos planejarmos, mas o mais importante é entendermos que teorizar muito nos torna dogmáticos, isto é, inflamados e com um discurso vazio... A vida é linda, o ser humano com suas infinitas variedades, e ainda me encontro imersa apenas em leitura . Quando terei olhos para enxergar o vivo das cores na natureza, que o verde é bem mais verde do que parece?
Boa noite e uma ótima viagem para todos nós, por onde quer que passemos...

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